​Golpe de despachante deixa moradora com prejuízo .

  • 25/02/2026

​Golpe de despachante deixa moradora com prejuízo .

Uma moradora de Mogi Mirim registrou boletim de ocorrência após descobrir que foi vítima de um golpe aplicado por um despachante, que teria recebido valores para a quitação de débitos e regularização de um veículo, mas não repassou o dinheiro aos órgãos oficiais.
De acordo com o relato, a vítima efetuou pagamentos referentes ao IPVA, multas e demais encargos, acreditando que a situação do automóvel seria regularizada. No entanto, ao verificar a situação do veículo, constatou que os débitos permaneciam em aberto e que o imposto havia sido inscrito em dívida ativa, mesmo após a entrega do dinheiro ao profissional.
Inicialmente, o despachante teria atribuído os atrasos a supostos erros no Detran-SP e na Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo, prolongando a situação por vários meses, sempre com promessas de solução.
Ao aprofundar a verificação, a vítima descobriu que o documento entregue era falso. Em dezembro do ano passado, a Guarda Civil Municipal (GCM) foi acionada no momento em que ela confrontou o despachante.
Para conseguir regularizar o veículo, a moradora afirma ter desembolsado cerca de R$ 30 mil, somando impostos, multas e encargos acumulados. Há ainda informações de que pelo menos outras duas pessoas também teriam sido prejudicadas, sendo que um dos casos pode chegar a R$ 70 mil em dívidas.
O caso chama atenção pelo fato de o despachante ser conhecido e bastante procurado na cidade, o que teria contribuído para a confiança depositada pelas vítimas.
Além do prejuízo financeiro, o fornecimento de documento falso agrava a situação, já que, em uma eventual abordagem policial, o proprietário do veículo poderia enfrentar retenção do automóvel e até condução à delegacia, até que a irregularidade fosse esclarecida.
Investigação em andamento
A Polícia Civil informou que o caso está sendo investigado e que as providências cabíveis estão sendo adotadas. Em tese, o episódio pode envolver crimes como estelionato, apropriação indébita, falsificação de documento público e uso de documento falso. As responsabilidades serão apuradas por meio de inquérito policial.


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